27/12/08

Suprimento da Avaliação

Com o agravamento das injustiças resultantes das novas leis para a Administração Pública, incuindo o SIADAP, tentei informar-me sobre as possibilidades dos funcionários serem honestamente avaliados. Sem nada a esconder sobre o meu desempenho (excepto a identificação dos Serviços e, porque nestes casos, preferem o anonimato) e como nada encontrei na internet (neste tipo de reclamações), restou-me consultar a vasta legislação e agir... de acordo com ela.
O facto de não ter sido avaliado desde 2004 implica a atribuição de 1 ponto por cada um desses anos e significa que para obter os dez créditos necessários para alteração de nível, vou ter que esperar dez anos, tal como 75% dos FP. Mas vai piorar (também a nível monetário) a partir de 2009.
Os serviços popõem o Suprimento e Avaliação Curricular, mas aqui as fórmulas diferem drasticamente nas várias Instituições e das formulas que me foram dadas a analisar apenas a que me "calhou" me prejudica pelos critérios aplicados, que não me deixam alternativas.

25/12/08

PARA REDUZIR O DÉFICE ORÇAMENTAL

O 1º Ministro anunciou no último debate na Assembleia da República o aumento do capital da CGD em 1000 milhões de euros financiado pelo Estado. E a justificação que apresentou foi a seguinte: "Nunca como agora o país precisou tanto de uma banco público", procurando fazer passar a mensagem de que a única razão que movia o governo era o interesse do País.
Neste estudo, o economista Eugénio Rosa mostra que essa não é a única razão da decisão do governo.

23/12/08

tentativas

É vulgar dirigem-se a mim apelando aos meus sentimentos com intenção de ultrapassar problemas burocráticos, muitas das vezes, simples de resolver. E a intensidade cresce na proporção da falha do próprio utente. Tal como hoje, em que alguém com aparência de "miserável" me confidenciava, em tom lamurioso, que só recebia cento e poucos euros da reforma da Segurança Social por ter descontado poucos anos. Tentei informá-lo de ajudas como CSI e BAS e descobri que não tinha direito por ter trabalhado vários anos na Alemanha, ter recebido uma elevada quantia e ser proprietário de alguns imoveis.

21/12/08

no meio do caos

Quase 24h numa sala de espera, com cadeiras para 2 ou 3 dezenas de pessoas acumulavam-se (diria) centenas de familiares, desesperados por noticias num hospital com o caos completamente instalado (dentro e fora das urgências) por falta de profissionais nas várias carreiras... claro!

Com "tudo ao monte" dei com uma única funcionária para os atender sob uma terrivel pressão e, com profissionalismo e simpatia conseguiu (milagrosamente) tranquilizar aquela multidão.
Pedi o Livro Amarelo para a elogiar, porque nunca se sabe o que o SIADAP lhe reserva e deixei a minha homenagem na esperança de ser um contributo válido... mas no dia seguinte acordei com a sensação de ter sido tremendamente injusto em relação aos restantes profissionais, quiçá tão competentes, de quem não vi o desempenho (nem tinha que ver)!

PS: será demais pedir um sistema de avaliação justo, sem recurso a "esquemas" do género de alunos que foram chamados a participar? C
laro que abordaram funcionários exigindo 5 euros para lhes dar uma boa pontuação!

18/12/08

o futuro do SNS

Numa palestra sobre o futuro do Serviço Nacional de Saúde alguém, muito assustado, colocou a seguinte questão: “o que é que os profissionais do sector estão a fazer para salvar o SNS?”

Pensei responder falando da quantidade de serviços à minha responsabilidade, que interrompo para que não fechem outros serviços por falta de pessoal. Tanta coisa que eu lhe poderia dizer. Mas dei comigo a pensar o quanto esta pessoa reflecte o pensamento do povo português: o que é que os outros podem fazer por mim?

Calei-me com consciência que enquanto não nos unirmos em defesa do SNS, como um dos nossos direitos, todos seremos prejudicados. Ainda que a maioria se encontre prisioneira de pequenas "guerrinhas" enquanto políticos e protegidos... se riem de todos nós!

17/12/08

Benefícios Adicionais de Saúde

O BAS permite a comparticipação (em 50%) nas despesas da farmácia nos medicamentos comparticipados pelo Estado; nos óculos e lentes (em 75%) com o máximo de 100€ de 2/2 anos; nas proteses dentárias (75%) no limite máximo de 250€ de 3/3 anos e dois Cheques Dentista anuais. Estes benefícios são atribuidos a utentes de baixos rendimentos que sejam beneficiários do Complemento Solidário ao Idoso (CSI) que é atribuido mensamente (12 x por ano) em conjunto com a reforma (14 x por ano) do Centro Nacional de Pensões. Significa que estes beneficiários contavam, em Dezembro, com o dobro do montante que recebiam mensalmente e, depararam-se com verbas bem inferiores que os deixou, naturalmente, desorientados.

Os montantes de Dezembro incluem o valor duplicado da reforma acrescido do CSI (no valor de uma única prestação) acumulando com o valor dos medicamentos (BAS) que cada utente tenha a receber, neste mesmo mês.

portugueses de 1ª e portugueses de 2ª

Fui abordado por um cidadão do Continente, vindo dos Açores que me questionou sobre a comparticipação do SNS nos óculos que adquiriu. A informação que trazia era que nos Açores lhe comparticipariam 25 euros mas com médico de família no Continente, onde o reembolso teria que ser entregue, informei-o  da comparticipação de apenas... 3,60 euros.

A Tabela de Reembolsos, no Continente, prevê pelo código da armação: RA002 = €0,75 e das lentes com a respectiva graduação: RB094 = (€0,77+50%) x 2 lentes.

E a diferença entre este utente e um açoriano é que o 1º pertence ao Serviço Nacional de Saúde e o 2º ao Serviço Regional de Saúde, o suficiente para esta e... muitas outras diferenças.

14/12/08

investimento da Administração Pública

Esta semana lá consegui começar um serviço que já devia estar pronto à mais de 1 mês mas que, por motivos alheios à minha vontade, ainda não tinha conseguido fazer. Dos vários trabalhos que realizo este é aquele em que mais escrevo aos utentes (apesar de muitos deles se deslocarem, à posteriori, com o mesmo documento para eu lhes ler o que lá está escrito). Mas... não há envelopes nem nos serviços, nem nos armazéns centrais e, ao percorrer os vários sectores na esperança de arranjar alguns, deparo-me com os trabalhos na instalação de ar condicionado em cada gabinete, porque o sistema anterior nunca funcionou decentemente.

Pouco tempo antes, foi instalada, por uma outra empresa, uma nova central telefónica. Recebemos todo o equipamento informático para substituir o anterior e uma nova viatura mas, na falta dos "famosos" envelopes, decidi acumular os ofícios para os enviar mais tarde.

Após um dia de trabalho, dirijo-me ao Hospital Central onde me deparo com um écran gigante, em cada uma das muitas salas (parte dum brutal investimento em informática) com informação para os doentes sobre o número a ser chamado por cada gabinete. Apesar dos doentes estarem completamente perdidos sem saber onde se situam os gabinetes e sem funcionários a quem pedir informações no mesmo hospital que cobra ilegalmente taxas de há 10/20 anos atrás, não entregando o resultado de qualquer exame, sem que os utentes procedam ao pagamento das "velhinhas" despesas. Já na secretaria geral, deparo-me com uma funcionária que não sabe interpretar a ficha de identificação. O mesmo hospital que, pelo jornal local, é denunciado por reter dezenas de ambulâncias não lhes entregando as macas, impedindo-os de responder a outras situações de socorro.

Apesar dos conhecimentos dos funcionários serem a " mais valia" das Instituições, olho para o investimento público colossal contratualizado com empresas privadas e vejo os poucos funcionários existentes com excesso de funções fazendo contas com vista à Reforma Antecipada, apesar de sériamente prejudicados... No balanço final, o que restará do actual SNS?