Para desgosto de muitos, o Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou hoje que o défice público durante o ano passado se situou em 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), o mesmo valor verificado em 2007 e quatro décimas de ponto acima da meta estabelecida pelo Governo. É muito ou é pouco? É pouco. Pelo menos por duas razões: em primeiro lugar, porque, ao contrário do que o número e o Governo possam sugerir, o saneamento financeiro das nossas contas públicas está longe de ser uma realidade. As despesas dos hospitais EPE, das empresas municipais EPE e de todos os organismos públicos que não pertençam ao SPA (Sector Público Administrativo), embora existam, não entram nas contas do défice. São muitos milhões camuflados através deste artifício. Em segundo lugar, porque um défice de 2,6% no contexto de crise que já se vivia no ano passado é o espelho de uma governação que não esteve à altura de reagir e combater o que era mais que certo viria depois. Veio mesmo, e não foi exclusivamente do exterior.
"A ilusão de liberdade continuará enquanto for lucrativo manter a ilusão. No momento em que a ilusão se tornar demasiado cara para manter, eles apenas retirarão o cenário, afastarão as cortinas, moverão as mesas e cadeiras para fora do caminho e vocês verão a parede de tijolo ao fundo do teatro." Frank Zappa
27/03/09
24/02/09
Saúde gastou mais 258 milhões de euros
Apesar da intenção do Governo de reduzir as despesas do Estado, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gastou mais 257,9 milhões de euros em 2008 comparativamente com 2007, uma subida de 3,2 por cento.
Cá temos o reflexo da famosa redução na despesa pública com os funcionários e a contratação de serviços a empresas, pagos pelo Orçamento de Estado (ou à sua margem) a preços astronomicos!
Cá temos o reflexo da famosa redução na despesa pública com os funcionários e a contratação de serviços a empresas, pagos pelo Orçamento de Estado (ou à sua margem) a preços astronomicos!
26/01/09
tranparência na AP
vamos lá ver os gastos na Administração Pública... com transparência!
Público em Portuga l ( a não perder )
Para quem não é de cá, ou não sabe o que são os "ajustes directos", eu explico. Como gastar o dinheiro público é uma coisa que deve ser feita com muita responsabilidade, a maior parte dos fornecedores das entidades públicas é seleccionada por concurso público, onde vários fornecedores apresentam a sua melhor proposta, sendo depois escolhida a "melhor" em função de vários critérios (preço mais barato, serviços apresentados, etc.)No entanto, como se imagina, isto é impraticável de ser feito para tudo o que uma câmara municipal, faculdade, universidade, etc. tenha que comprar. E portanto, há coisas que são compradas directamente, a quem eles muito bem entenderem... e aparentemente, ao preço que muito bem lhes apetecer!E finalmente, graças ao portal da transparência, podemos ver finalmente onde e como esse dinheiro é gasto.Agora, expliquem-me, porque eu devo estar a ver mal, como é que se justifica:
Público em Portuga l ( a não perder )
Para quem não é de cá, ou não sabe o que são os "ajustes directos", eu explico. Como gastar o dinheiro público é uma coisa que deve ser feita com muita responsabilidade, a maior parte dos fornecedores das entidades públicas é seleccionada por concurso público, onde vários fornecedores apresentam a sua melhor proposta, sendo depois escolhida a "melhor" em função de vários critérios (preço mais barato, serviços apresentados, etc.)No entanto, como se imagina, isto é impraticável de ser feito para tudo o que uma câmara municipal, faculdade, universidade, etc. tenha que comprar. E portanto, há coisas que são compradas directamente, a quem eles muito bem entenderem... e aparentemente, ao preço que muito bem lhes apetecer!E finalmente, graças ao portal da transparência, podemos ver finalmente onde e como esse dinheiro é gasto.Agora, expliquem-me, porque eu devo estar a ver mal, como é que se justifica:
1) gastar mais de 10.000,00 euros num GPS para um instituto público como o ISEP - quando nos dizem que não há dinheiro para baixar as propinas aos alunos.
2) Aquisição de:1 armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e costas altas - pela módica quantia de 97.560,00 EUROS(!!!)
3) Em Vale de Cambra, vai-se mais longe... e se pensam que o Ferrari do Cristiano Ronaldo é caro, esperem para ver quanto custa um autocarro de 16 lugares para as crianças: 2.922.000,00 €É isso mesmo: quase 3 milhões de euros???
4) No Alentejo, as reparações de fotocopiadoras também não ficam baratas: Reparação de 2 Fotocopiadores WorkCentre Pró 412 e Fotocopiador WorkCentre PE 16 do Centro de Saúde de Portel: 45.144,00 €
5) Ao menos em Alcobaça, a felicidade e alegria as crianças fala mais alto: 8.849,60€ para a Concentra em brinquedos para os filhos dos funcionários da câmara!Crianças... se não receberam uma Nintendo Wii no Natal, reclamem ao Pai Natal, porque alguém vos atrofiou o esquema!
6) Mas voltemos ao Alentejo, onde - por uns meros 375.600,00 Euros se podem adquirir: "14 módulos de 3 cadeiras em viga e 10 módulos de 2 cadeiras em viga"Ora... 14x3 + 10x2 = 62 cadeiras... a 375.600,00 euros dá um custo de...6.058,00 Euros por cadeira!Mas, pensando bem, num país onde quem precisa de ir a um hospital passa mais tempo sentado à espera do que a ser atendido - talvez justifique investir estes montantes no conforto dos utentes...
7) Em Ílhavo, a informática também está cara, 3 computadores e mais uns acessórios custam 380.666,00 €Sem dúvida, uns supercomputadores para a Câmara Municipal conseguir descobrir onde andam a estourar o orçamento.
8) Falando em informática, se se interrogam sobre o facto da Microsoft ser tão amiga do nosso País, e de como o Bill Gates é/era o homem mais rico do mundo... é fácil quando se olham para as contas: Renovação do licenciamento do software Microsoft: 14.360.063,00 €Já diz o ditado popular: Dezena de milhão a dezena de milhão, enche a Microsoft o papo!(Já agora, isto dava para quantas reformas de pessoas que trabalharam uma vida inteira?)
9) Mas, para acabar em pleno, cagar na capital fica caro meus amigos! A Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa gastou 5.806,08 € em 9072 rolos de papel higiénico!Ora, uma pesquisa rápida pela net revelou-me que no Jumbo facilmente encontro rolos de papel higiénico (de folha dupla, pois claro! - pois não queremos tratar indignamente os rabos dos nossos futuros doutores) por cerca de 0,16 Euros a unidade...Mas na Faculdade de Letras, aparentemente isso não é suficiente, e o melhor que conseguiram foi um preço de 0,64 Euros a unidade!É "apenas" quatro vezes mais do que qualquer consumidor consegue comprar - e sem sequer pensarmos no factor de "descontos" para tais quantidades industriais.
Num País minimamente decente, eu deveria poder exigir que me devolvessem o valor pago em excesso, não?Mandava o link para a Faculdade de Letras de Lisboa, e exigia que me devolvessem os 4.000 e tal euros pagos a mais. (Se comprassem no Jumbo, teriam pago apenas 1.451 euros pelo mesmo número de rolos de papel higiénico.)Ó MEUS AMIGOS.... como é que é possível justificarem estas situações? Que, como se pode imaginar, não são as únicas. Se continuasse a pesquisar nunca mais parava - como por exemplo, os mais de 650 mil euros gastos em vinho tinto e branco em Loures. Leitores de Loures, não têm por aí nada onde estes 650 mil euros fossem melhor empregues???É preciso ser doutor, ou engenheiro, ou ministro, ou criar uma comissão de inquérito, para perceber como o dinheiro dos nossos impostos anda a ser desperdiçado? Isto até me deixa doente... é mesmo deitar o dinheiro pela retrete abaixo (literalmente, no caso da Faculdade de Letras de Lisboa!)
Num País minimamente decente, eu deveria poder exigir que me devolvessem o valor pago em excesso, não?Mandava o link para a Faculdade de Letras de Lisboa, e exigia que me devolvessem os 4.000 e tal euros pagos a mais. (Se comprassem no Jumbo, teriam pago apenas 1.451 euros pelo mesmo número de rolos de papel higiénico.)Ó MEUS AMIGOS.... como é que é possível justificarem estas situações? Que, como se pode imaginar, não são as únicas. Se continuasse a pesquisar nunca mais parava - como por exemplo, os mais de 650 mil euros gastos em vinho tinto e branco em Loures. Leitores de Loures, não têm por aí nada onde estes 650 mil euros fossem melhor empregues???É preciso ser doutor, ou engenheiro, ou ministro, ou criar uma comissão de inquérito, para perceber como o dinheiro dos nossos impostos anda a ser desperdiçado? Isto até me deixa doente... é mesmo deitar o dinheiro pela retrete abaixo (literalmente, no caso da Faculdade de Letras de Lisboa!)
Querem mais? Divirtam-se no portal da transparência!Sugestões de pesquisa: viagens, viaturas, Natal... Outros candidatos a roubalheira do ano:
"Projecto tempus - viagem aérea Faro / Zagreb e regresso a Faro para 1 pessoa no período de 3 a 6 de Dezembro de 2008" - 33.745,00 euros.
"Aluguer de iluminação natalícia para arruamentos na cidade de estremoz" - 1.915.000,00 euros
"Aluguer de tenda para inauguração do Museu do Castelo de Sines" - 1.236.500,00 euros
"6 kit de mala piaggio Fly para as motorizadas do sector de águas" - 106.596,00 euros(por este valor compravam 6 automóveis, todos equipados, e ainda sobrava dinheiro!) O misterioso caso do "Router de 400 euros comprado por 35.000,00 Euros"
14/01/09
Cada vez mais actual...
A "REFORMA" DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, A PRIVATIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS E OS CUSTOS PARA OS UTENTES E PARA O ORÇAMENTO DO ESTADO
Negócios com privados fazem disparar despesas no SNS
27/12/08
Suprimento da Avaliação
Com o agravamento das injustiças resultantes das novas leis para a Administração Pública, incuindo o SIADAP, tentei informar-me sobre as possibilidades dos funcionários serem honestamente avaliados. Sem nada a esconder sobre o meu desempenho (excepto a identificação dos Serviços e, porque nestes casos, preferem o anonimato) e como nada encontrei na internet (neste tipo de reclamações), restou-me consultar a vasta legislação e agir... de acordo com ela.
O facto de não ter sido avaliado desde 2004 implica a atribuição de 1 ponto por cada um desses anos e significa que para obter os dez créditos necessários para alteração de nível, vou ter que esperar dez anos, tal como 75% dos FP. Mas vai piorar (também a nível monetário) a partir de 2009.
Os serviços popõem o Suprimento e Avaliação Curricular, mas aqui as fórmulas diferem drasticamente nas várias Instituições e das formulas que me foram dadas a analisar apenas a que me "calhou" me prejudica pelos critérios aplicados, que não me deixam alternativas.
Publicada por
A. Rodrigues
à(s)
sábado, dezembro 27, 2008
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SIADAP
25/12/08
PARA REDUZIR O DÉFICE ORÇAMENTAL
O 1º Ministro anunciou no último debate na Assembleia da República o aumento do capital da CGD em 1000 milhões de euros financiado pelo Estado. E a justificação que apresentou foi a seguinte: "Nunca como agora o país precisou tanto de uma banco público", procurando fazer passar a mensagem de que a única razão que movia o governo era o interesse do País.
Neste estudo, o economista Eugénio Rosa mostra que essa não é a única razão da decisão do governo.
Neste estudo, o economista Eugénio Rosa mostra que essa não é a única razão da decisão do governo.
23/12/08
tentativas
É vulgar dirigem-se a mim apelando aos meus sentimentos com intenção de ultrapassar problemas burocráticos, muitas das vezes, simples de resolver. E a intensidade cresce na proporção da falha do próprio utente. Tal como hoje, em que alguém com aparência de "miserável" me confidenciava, em tom lamurioso, que só recebia cento e poucos euros da reforma da Segurança Social por ter descontado poucos anos. Tentei informá-lo de ajudas como CSI e BAS e descobri que não tinha direito por ter trabalhado vários anos na Alemanha, ter recebido uma elevada quantia e ser proprietário de alguns imoveis.
21/12/08
no meio do caos
Quase 24h numa sala de espera, com cadeiras para 2 ou 3 dezenas de pessoas acumulavam-se (diria) centenas de familiares, desesperados por noticias num hospital com o caos completamente instalado (dentro e fora das urgências) por falta de profissionais nas várias carreiras... claro!
Com "tudo ao monte" dei com uma única funcionária para os atender sob uma terrivel pressão e, com profissionalismo e simpatia conseguiu (milagrosamente) tranquilizar aquela multidão.
Com "tudo ao monte" dei com uma única funcionária para os atender sob uma terrivel pressão e, com profissionalismo e simpatia conseguiu (milagrosamente) tranquilizar aquela multidão.
Pedi o Livro Amarelo para a elogiar, porque nunca se sabe o que o SIADAP lhe reserva e deixei a minha homenagem na esperança de ser um contributo válido... mas no dia seguinte acordei com a sensação de ter sido tremendamente injusto em relação aos restantes profissionais, quiçá tão competentes, de quem não vi o desempenho (nem tinha que ver)!
PS: será demais pedir um sistema de avaliação justo, sem recurso a "esquemas" do género de alunos que foram chamados a participar? Claro que abordaram funcionários exigindo 5 euros para lhes dar uma boa pontuação!
Publicada por
A. Rodrigues
à(s)
domingo, dezembro 21, 2008
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