31/08/09

Era bom... mas acabou-se!


O porreiro e a senhora

O porreiro e a senhora avançam com a campanha dos costumes

Sócrates quer ser um "porreiro", Manuela é uma "senhora": a avaliar pela amostra inicial das rentrées do PS e do PSD, talvez o confronto de políticas não vá muito para lá destas duas marcas. Os dois partidos social-democratas que dominam o país concentram-se no que os distingue: o PS é liberal nos costumes, o PSD apela ao conservadorismo nacional.

30/08/09

o "novo" contabilista

O novo contabilista trabalhou noutro sector até ao momento da saída do "velho contabilista" e é o nº2 do grupo "Exterminador Implacável".
Inês descobriu que foi proposta pelo "velho contabilista" para o substituir. Talvez por isso o novo contabilista não a aceite.
Sendo um dos actuais substitutos da "chefe de secção", o novo contabilista utiliza esse poder para colocar Inês em constantes substituições, não lhe dando tempo para cumprir os prazos nos serviços pelos quais é responsável.
Inês mostrou-lhe o seu desagrado pelos utentes directamente prejudicados no incumprimento dos prazos, mas a resposta que obteve foi que "por mim não estavas com esse trabalho e que preferia qualquer outra pessoa a fazer esse serviço."

o "velho" contabilista

Inês admira duas pessoas no CS.
Uma delas, de nome Filipe, trabalhava a tempo inteiro na contabilidade. Tal admiração resultou da sua disponibilidade para "discutir" a legislação que regula a comparticipação por reembolsos, sector pelo qual Inês já era responsável quando realizava atendimento ao público até às 19h.
Sendo um sector problemático, por tratar da atribuição de verbas de Estado nas despesas de saúde realizadas pelos muitos milhares de utentes, envolve grandes interesses económicos por parte de empresas envolvidas na prestação de serviços a utentes que vão solicitar o reembolso da despesa.
A muita legislação que regula a comparticipação é distribuída por todos, mas ignorada pela maioria dos profissionais. Em horário pós-laboral Inês dedicou-lhe um estudo profundo que motivou desagrado tanto a profissionais quanto às entidades que prestam os serviços a comparticipar.
Filipe concorreu para chefe de secção e saiu do CS. Inês ficou sem ninguém que o substitua na tarefa de discutir legislação de "igual para igual", já que a "chefe de secção" quando o tenta baseia-se na sua opinião pessoal desprezando completamente todas as Normas, por desconhecimento.

E todos os que tentam burlar o Estado... agradecem!

A "Fátima Felgueiras" cá do sítio

A pessoa mais influente no CS (mais que a própria chefe) trabalhava num balcão completamente desorganizado. É uma pessoa 100% vocacionada para o atendimento ao público que fica, habitualmente, fascinado com a sua simpatia. Absorvida em longas e simpáticas conversas não lhe sobra tempo para realizar qualquer trabalho, mesmo que dos mais simples.
Por simples acaso, um dia assisti a uma conversa na qual Fátima confidenciava a uma utente: "- A presidente da Câmara ganhou as eleições porque os eleitores pensavam que estavam a votar em mim!"
E a utente ouvia-a fascinada...
Fátima nunca me perdoou por a ter substituído no mês em que esteve de atestado, depois da operação a que foi sujeita. E não me perdou pelo facto de, dessa substituição, ter resultado um elogio do atendimento ao público, na forma de artigo publicado num jornal local.
Desde aí utiliza outros funcionários para me infernizar enquanto ela própria, cheia de sorrisos, me pede para lhe solucionar as situações de trabalho que não consegue  resolver.
Pelo seu prestigio Fátima foi convidada a integrar a nova "Unidade de Saúde Familiar" onde já foi promovida e contando com mais uma progressão na carreira equivalente mais € 300 mensais, pelos objectivos cumpridos!

O "técnico da informática"

Inês já trabalhava com o programa informático da Saúde (Sinus) antes de chegar a este CS onde ainda não era utilizado porque os administrativos andavam em aprendizagem com o "técnico de informática". A escassa e curta formação era individual, apesar de 90% dos funcionários nunca ter mexido num computador.
Inês depressa descobriu que de "técnico" o colega nada tinha e de "informática" pouco sabia. Não conhecia, e ainda não conhece, os programas básicos do Office (Word, Excel, etc.) pelo que quando tem de apresentar trabalhos realizados nesses programas fica dependente de terceiros para lhos fazerem. E apresenta-os como obra dele, claro!
Quando chegou a vez da formação para Inês o técnico de informática viu-a fazer um "print screen" e perguntou-lhe como é que se fazia. Inês ensinou-o e foi brindada com a observação:
- Não te posso ensinar mais nada senão ficas a saber mais do que eu!
E a formação de Inês nos serviços ficou-se pelos cinco minutos. Descobriu que o maior medo do técnico de informática era o de perder o "seu" posto que lhe ocupava o horário completo de trabalho com ajuda de terceiros enquanto Inês, quando o substituía, acumulava essa tarefa com outros serviços.