30/09/10

Cortes nos salários



Cortes nos salários vão afectar quase meio milhão de trabalhadores

Trezentos e cinquenta mil trabalhadores serão afectados na esfera da administração pública e 100 mil nas empresas do Estado como a TAP, a Caixa Geral de Depósitos e a RTP. A proposta do Governo é feita para o orçamento de 2011, mas há outros cortes nos custos com pessoal que arrancam já este ano.



Medidas de austeridade afectam classe média

As medidas mais questionadas são o congelamento de pensões, os cortes nos salários dos funcionários públicos e a diminuição dos abonos de família. Muitos portugueses mostram-se preocupados com estas medidas.

gestores públicos

O enguiço...

Desde 2004 que Socrates me mantem refem do mesmo vencimento. Num ano é porque o SIADAP é utilizado para promover os amigos, noutro para promover os amigos dos amigos, noutro para promover... sabe-se lá quem! Certo é que em todos estes anos nunca vi o SIADAP premiar o verdadeiro trabalho realizado pelo trabalhador do Estado.

A viver na esperança de alcançar os 10 créditos necessários para a mudança no nível remuneratório eis que surge o "tal enguiço" e congela essa possibilidade. Terei de esperar que essa figura morra para ser avaliado pelo trabalho realmente executado?

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Que jogada era aquela?

Era suposto o Plano de Austeridade ser anunciado em directo e em todos os canais da TV generalista pressionando, através dos seus comentadores, o povo a aceitar e a oposição a aprovar o O.E.  no Parlamento? 

Frase da semana

"Sou totalmente a favor do casamento gay entre os actuais políticos.
Tudo o que seja contribuir para eles não se reproduzirem, é bom para o País. "

29/09/10

CGTP admite convocar uma greve geral

uma mão lava a outra e as 2 roubam os portugueses

Almeida Santos:

"Os sacrifícios que estão a ser exigidos ao povo não são sacrifícios incomportáveis. Oxalá que o país nunca tenha que enfrentar sacrifícios maiores", afirmou, sublinhando que "as crises não são só do Governo, são do povo e o povo tem que sofrer as crises como o Governo sofre". Ler mais...

PS: este não merece um centimo do dinheiro que já recebeu à conta dos portugueses.

Principais medidas para o OE 2011 e reforço da execução orçamental de 2010

Parlamento islandês processa primeiro-ministro que governava quando país faliu

O Parlamento islandês decidiu processar o ex-primeiro-ministro Geir Haarde, que governava o país na altura em que o sistema financeiro se afundou, em Outubro de 2008, por “negligência”. Ler mais... 

A verdade nua e crua!


Não se demitiu!

:(

“O mais fácil seria aumentar impostos”

Recorda-se desta frase e de quem a pronunciou a 8 de Março de 2010?

Mais credibilidade no estrangeiro

Ainda que em Portugal ninguém acredite nestes políticos!

Mais austeridade!

e dois submarinos...

Desde que não cortem nas verbas destinadas à minha Fundação...

Se for necessário o Governo deve seguir o exemplo de Espanha e aumentar impostos, admite Mário Soares.

“Em primeiro lugar nós temos de fazer cortes fundamentais no despesismo de Estado. Tenho escrito isso dezenas de vezes. Mas, se for necessário, também impostos. Ainda ontem Espanha aumentou os impostos e diminuiu os salários, inclusivamente dos membros do Governo”. Ler mais...


É este o futuro que os políticos estão a preparar para os portugueses?

Alteração de valores na comparticipação dos Medicamentos


Nos últimos dias, as farmácias têm registado um aumento da procura de medicamentos que vão sofrer alteração de comparticipação já a partir do dia 1 de Outubro. Alguns pensionistas, que agora tem os medicamentos de forma gratuita, vão passar a pagar cinco por cento sobre o valor de referência.



Ministério da Saúde quer retirar preços dos medicamentos das embalagens

O preço dos medicamentos vai desaparecer das embalagens. O Ministério da Saúde diz que o acesso aos tratamentos fica facilitado, mas a Associação Nacional de Farmácias defende a suspensão da medida. A ANF diz que os portugueses deixam de poder comparar os preços e que a concorrência entre os laboratórios vai ser menor. O Ministério argumenta que a indicação do preço não é necessária, e que tem obrigado a inúteis remarcações de preços, referindo a altura em que o IVA aumentou de 5 para 6%, que levou a retirar milhões de embalagens do mercado para que actualizar os preços e que a norma só vai ser aplicada aos fármacos comparticipados.

CGTP - Jornada de Luta

Manifestações em Lisboa e no Porto organizadas pela CGTP


Em Portugal, a CGTP decidiu juntar-se ao protesto europeu e organizou duas manifestações, em Lisboa e Porto. A central sindical espera milhares de trabalhadores nas ruas das principais cidades.

desperdício de mais 5 milhões

28/09/10

O que é a política?

- Pai, preciso fazer um trabalho para a escola! Posso fazer-te uma pergunta?

- Claro, meu filho, qual é a pergunta?

- O que é a política, pai?

- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país...

- Não entendi nada. Dá para explicares melhor?

- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo:
Sou eu quem traz dinheiro para casa: então eu sou o poder econômico. A tua mãe administra, gasta o dinheiro: então ela é o governo. Como nós cuidamos das tuas necessidades, tu és o povo. O teu irmãozinho é o Futuro do país e a Zézinha, a nossa criada, é a classe trabalhadora. Entendeste, filho?

- Mais ou menos, pai. Vou pensar.

Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino, foi ver o que havia de errado. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que a mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da criada e viu, através da fechadura, o pai na cama com ela. Como os dois nem ouviram o menino a bater à porta, ele voltou para o quarto e adormeceu.

Na manhã seguinte, à hora do café, o miúdo falou com o pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é a política.
- Óptimo filho! Então explica-me com palavras tuas.

- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente... O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!

Aberrações de Portugal

A Variante Sul de Coimbra foi inaugurada por António Mendonça com dez meses de atraso. EP pagou 351 mil euros por antecipação de abertura de obra que estava três meses atrasada. Estrada tem 5 km e custou 19 milhões.
A empresa Estradas de Portugal (EP), gestora da rede rodoviária nacional, pagou cerca de 350 mil euros à construtora Ferrovial Agroman a título de sobrecustos pela antecipação de abertura de um troço da Variante Sul de Coimbra - obra que estava atrasada cerca de três meses.

A proposta para o pagamento do prémio partiu dos serviços da EP, mas a autorização dada pelo então vice-presidente Eduardo Gomes em Novembro de 2009 pode ter violado a lei. O facto de o despacho de Gomes, a que o SOL teve acesso, ser totalmente omisso no enquadramento legal que permitiria pagar os 350 mil euros, «põe em causa os princípios da transparência e da imparcialidade» Ler mais...

Funcionário Público Vs Privado

Meus amigos:

Trabalho no privado e ganho 400€ na folha de ordenado e por "baixo da mesa" recebo da Empresa onde trabalho mais 1200€ em papel-moeda. Tenho direito a automóvel da Empresa de alta cilindrada e envelopes mensais recheados com 300 € para gasóleo. Tenho ainda direito a almoço completo no bar da Empresa com grande variedade e qualidade pagando apenas uma senha no montante de 1 € por dia.

Quando vou à Caixa de Previdência, marcar uma consulta estou isento de taxa moderadora, porque na minha folha de ordenado apenas aparecem os 400€. Esta é a realidade de milhares de trabalhadores portugueses!

A minha esposa que tirou um curso superior, trabalha na função pública com horário oficial das 09 às 17h. Nunca consegue sair antes as 19:30 horas, sem ganhar um cêntimo que seja, dado que do quadro de 6 funcionários 3 foram aposentados e não foi colocado mais nenhum! Ganha 800 euros, já com subsídio de refeição incluído, desconta mensalmente 150€ de I.R.S; 50€ para a Caixa Geral de Aposentações, 25 € para a ADSE, 10€ para uma verba que se destina ao pagamento futuro do funeral (comum a todos os funcionários públicos), e outros mais descontos que não me lembro.

Feitos os descontos fica com 565€ “limpos”, dos quais ainda retira 58 € mensais para o passe e gasta cerca de 5€ diários para almoçar de pé ao balcão de um café.

Trabalha num Edifício público degradado, a manusear pastas de documentos cheias de pó onde circulam baratas ratos e outras pragas, e com computadores e sistemas informáticos do século passado, sempre a encravar. Atende dezenas de cidadãos por dia portadores das mais diversas doenças infecto – contagiosas e tem a seu cargo assuntos de muita responsabilidade.

Há dois anos que o Sócrates lhe congelou o ordenado e não preenche o quadro de pessoal, no entanto, os inspectores do serviço, aparecem a cada passo em cena, de forma prepotente a dizer que o trabalho devia estar mais em dia!

Quando a minha esposa vai à Caixa de Previdência marcar uma consulta paga taxa moderadora. Se for a um médico da ADSE de descontos obrigatórios, paga a totalidade da consulta, e largos meses depois, recebe uma pequena percentagem do que pagou. Todos os dias no serviço “ouve bocas” dos utentes contra a função pública, que imaginam ser um “mar de rosas”.

E vocês neste cenário socratista, gostariam de ser funcionários públicos? Eles é que são os parvos que pagam os impostos na totalidade e sustentam o país!

É claro que eu com o que ganho por fora, comprei um seguro de saúde a uma Companhia de Seguros, e vou aos médicos que quero! Sou um “coitadinho” do privado que só ganho oficialmente 400€, tinha direito a isenção de taxa moderadora, mas mesmo assim não estava para esperar 6 anos por uma consulta, que com a saúde não se brinca!

Quando a minha esposa chega a casa vem exausta de um trabalho, que se fosse num privado, aparecia o IDICT e a ASAE e encerravam de imediato a porta por falta de condições!

Quando o Sócrates ataca a função pública, é apenas música para analfabetos que apenas possuem orelhas!

Diferenças entre Gestores e funcionários públicos

Sem limites nos salários e mordomias dos gestores ou afins que são nomeados, sabe-se lá com que critérios, as ofertas de emprego são sempre uma esperança para o comum do cidadão que procura trabalho. E, no caso, dos agrupamentos de escolas que ainda têm falta de funcionários, o Ministério da Educação tem para oferecer pelo menos 75 lugares para auxiliares e educação ou assistentes operacionais. Só que, quem aceitar as condições impostas pelo governo tem de estar preparado para receber um salário bruto de três euros por hora e trabalhar entre três a quatro horas por dia.

A resposta que o Ministério da Educação encontrou para suprir a falta de funcionários foi oferecer contratos a prazo e a tempo parcial. Os avisos, publicados ontem em Diário da República, informam sobre a abertura de concursos para pelo menos cinco escolas ou agrupamentos espalhados pelo país.

O procedimento, contudo, não é inédito. No agrupamento de escolas Boa Água, na Quinta do Conde (Sesimbra), o Ministério da Educação tem disponíveis 35 lugares para auxiliares de educação que foram tornados publicados em Diário da República a 20 de Setembro.

Até ao início do ano lectivo, este agrupamento de Sesimbra só tinha três funcionários para garantir a vigilância de cerca de 800 alunos e a limpeza e a manutenção de três escolas.

Segundo o anúncio publicado pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, está aberto um concurso para 35 postos de trabalho, para a função de auxiliar de acção educativa, no Agrupamento de Escolas Boa Água. Esta é a solução encontrada para substituir os contratos dos funcionários que prestaram serviço no ano lectivo passado e que terminaram em Agosto deste ano. O aviso pede candidatos com escolaridade obrigatória e experiência profissional para, entre outras tarefas, vigiar, limpar, arrumar e assegurar a "boa utilização das instalações".

Desde a abertura do ano lectivo que associações de pais, sindicatos dos professores ou autarquias têm denunciado a falta de funcionários em vários agrupamentos escolares.

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E consequências políticas?

A AdP, grupo com mais de 40 empresas, está a renovar a frota de cerca de 400 automóveis topo de gama para uso dos gestores e quadros intermédios.

Ainda na linha das críticas ao despesismo do grupo Águas de Portugal, que já atingiu o limite de endividamento imposto pelo Governo, foi referido que Serra é o primeiro presidente de um conselho de administração de uma empresa pública a nomear um chefe de Gabinete. E, a propósito da frota automóvel, é de registar que a Pedro Serra foi atribuído um topo de gama: Mercedes E 350 CDI. Pedro Serra foi nomeado presidente da AdP em 2005 pelo ex-ministro do Ambiente, Nunes Correia.

AUTOMÓVEL DE 70 MIL EUROS

O carro disponibilizado pela Águas de Portugal para o seu presidente, Pedro Serra, é um dos modelos mais emblemáticos da marca germânica: Mercedes-Benz E 350 CDI. Com 231 cavalos de potência, custa 70 199 euros no stand.

ENGENHEIRA CIVIL ENTROU EM 2001

A mulher do presidente da Águas de Portugal é licenciada em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico (IST). Alexandra Serra começou a carreira em 1988 no Centro de Estudos de Hidrossistemas do IST e entrou para a AdP em 2001. Este ano, foi nomeada pelo marido presidente da comissão executiva da AdP - Serviços Ambientais.

Reformas milionárias


As reformas milionárias não param de aumentar. Em 10 meses, as pensões douradas custam já 25 milhões de euros por ano aos cofres do Estado. 

Actualmente há 5.581 pessoas com pensões acima dos 4 mil euros. Com os novos aposentados entre os meses de Janeiro a Outubro deste ano, contam-se 4.763 na Caixa Geral de Aposentações e 818 na Segurança Social.

O recorde de crescimento nas reformas milionárias deu-se entre os funcionários públicos. No período analisado, aposentaram-se 230 pessoas com reformas acima dos 4 mil euros. Já os dados da Segurança Social, apontam para 67 novos aposentados neste período, com reformas superiores a 5.030 euros.

Este cenário contrasta com a realidade vivida pela maioria dos portugueses em situação de reforma, uma vez que recebem, em média apenas 397 euros. Ler mais...

27/09/10

O Orçamento de Estado Português?

Até que podia ser...

Alternativas possíveis... ou o mesmo de sempre: mais sacrificios para os menos culpados

Para evitar aumentos de impostos, ou outros atentados aos trabalhadores que já têm dos salários mais baixos da U.E., pagam impostos e serviços (água, luz. telecomunicações, etc) dos mais caros da Europa bastava reduzir nos custos com gestores, coordenadores e directores, deputados; acabar com as parcerias publico-privadas, fechar os contratos com as empresas privadas que descobriram a chave do cofre do Estado e se encontram a fazer serviços da responsabilidade do estado mas a preços exageradamente inflaccionados, acabar com os "tachos" a amigos e familiares,acabar com as Fundações, Associações e Governos Civis mas sobretudo

começar a punir os responsáveis pela gestão danosa que culminou no actual estado do país!

24/09/10

Lista de Aposentados Outubro 2010

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Caixa Geral de Aposentações, I. P.


Em cumprimento no disposto no artigo 100.º do Decreto -Lei n.º 498/72, de 9 de Dezembro (Estatuto da Aposentação), torna -se pública a lista dos aposentados e reformados a seguir identificados que, a partir do próximo mês de Outubro, ou desde as datas que se indicam, passam a ser abonados da respectiva pensão pela Caixa Geral de Aposentações.

ainda está para nascer um primeiro-ministro que faça melhor do que eu no combate ao défice...

dá que pensar!

Voluntariado?


Duzentos jovens de todo o país são voluntários durante um mês e meio nos serviços da segurança social. Muitos estão desempregados ou à procura do primeiro emprego.

gestores públicos



Paulo Portas diz-se impressionado com a facilidade com que os gestores públicos dizem não cumprir as decisões tomadas pelo Governo. O Líder do CDS-PP referia-se ao Presidente das Estradas de Portugal. Almerindo Marques disse que não ia cumprir o limite de endividamento imposto.

Inferno burocrático



Francisco Louçã acusa o governo de ter dois pesos e duas medidas no que respeita às políticas sociais.

Assim é que é falar!



A ruptura das negociações sobre o Orçamento de Estado foi anunciada ontem, no final do Conselho de Ministros. O líder do PSD já tinha dito ontem que o partido não aceita presentes envenenados numa referência a uma alegada subida de impostos proposta pelo governo no primeiro encontro entre Passos Coelho e José Sócrates.

23/09/10

Politiquice

Se eu pertencesse a este grupo de políticos no governo e tivesse conhecimento da convocação para uma manifestação nacional, a 1ª coisa que faria seria:

convocar os jornalistas para criar a idéia que o subsídio de natal estaria em risco!

Com um bocadinho de sorte a maioria dos visados iria ficar tão assustada, mas tão assustada e com medo, que nem se atreveria a aderir quer a qualquer manifestação quer contra qualquer das más políticas impostas por este bandalho de gente.  

Lavagem cerebral

Assistir a noticias nos canais generalistas quase culmina numa vontade colectiva de suicídio. É uma autentica lavagem ao cérebro dos cidadãos, em defesa das asneiras governamentais!


Pobres dos que não têm alternativa...

19/09/10

Corrupção: Crime sem castigo

Ironia

A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.

Boneco!

18/09/10

25% dos internamentos assegurados por hospitais e clínicas privadas

Agora adivinhe quem perde para os privados lucrarem com os utentes do SNS...

Para que é que serve o Estado?

R: Para enganar os portugueses.

Ainda não "despacharam" todos os funcionários públicos?




Serviço de Urgência Básica de Montemor o Novo está pronto a um ano mas não funciona

Há um ano que o Serviço de Urgência Básica de Montemor o Novo está para abrir. O equipamento já foi instalado, as obras foram feitas mas por falta de meios humanos o centro ainda não funciona em pleno.

Medicamentos, percentagem na comparticipação do Estado e Penalizações aos utentes



Os idosos de baixos recursos isentos de pagar medicamentos, vão passar a pagar 5% sobre o valor de referência.

O melhor aluno de Portugal



Programa "Novas Oportunidades" pode facilitar entrada no ensino superior

O Programa "Novas Oportunidades" pode ser usado como um meio para facilitar a entrada no Ensino Superior. Os alunos que acabaram o secundário, através de cursos de formação e educação para adultos do programa "Novas Oportunidades", e que querem entrar na universidade, concorrem apenas com as classificações dos exames nacionais. O Jornal "Expresso" conta esta manhã a história do melhor aluno do país, que chegou à faculdade sem terminar o liceu. Aproveitou o programa "Novas Oportunidades" e entrou na Universidade com uma média de 20 valores, que conseguiu apenas com um exame de inglês.
Pior mesmo é trabalhar ao lado dum elemento com o RVCC tirado em três meses (2 vezes por semana) mas que passa o dia a vitimizar-se do quão difícil foi e do enorme esforço a que se propôs para conseguir o "feito".. quando quem o ouve passou fins de semana a estudar para testes e exames nos "normais" 3 anos de estudo para obter o 12º ano.  

A verdade no preço dos medicamentos


BE acusa Governo de mentir ao dizer que baixou preço de medicamentos

O líder do Bloco de Esquerda diz que o Governo mentiu aos portugueses ao anunciar a descida do preço dos medicamentos. Francisco Louçã refere que os preços estão a subir, principalmente nos remédios que são mais usados, sendo uma penalização para os idosos e os mais pobres. O líder bloquista acusa mesmo o Governo de estar a destruir o Serviço Nacional de Saúde.

Mais forte?

«Hoje é de facto um dia importante na construção do Serviço Nacional de Saúde que, penso, está cada vez mais forte». Palavras da ministra da Saúde...

Tretas! Dizem os restantes portugueses.

17/09/10

TGV Lisboa-Poceirão

Diário da República, 2.ª série — N.º 182 — 17 de Setembro de 2010


Considerando que:
a) O anúncio do concurso público internacional para a concessão do projecto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização, por todo o período da concessão, do troço Lisboa-Poceirão, designado «Concessão RAV Lisboa-Poceirão», foi publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 64, de 1 de Abril de 2009, e no Jornal Oficial da União Europeia, S/63, de 1 de Abril de 2009;

...
Ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 79.º e no n.º 1 do artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 223/2009, de 11 de Setembro, pelo Decreto-Lei n.º 278/2009, de 2 de Outubro, e pela Lei n.º 3/2010, de 27 de Abril:

Determina-se o seguinte:

1 — Não adjudicar o concurso público internacional para a concessão do projecto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização, por todo o período da concessão, do troço Lisboa-Poceirão, designado «Concessão RAV Lisboa-Poceirão», com a consequente revogação da decisão de contratar constante do despacho conjunto dos signatários de 27 de Março de 2009.

2 — Comunicar aos concorrentes, no prazo de cinco dias a contar da data da assinatura do presente despacho, a decisão de não adjudicação.

10 de Setembro de 2010. — Pelo Ministro de Estado e das Finanças, Carlos Manuel Costa Pina, Secretário de Estado do Tesouro e Finanças. — O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Augusto da Ascenção Mendonça.

08/09/10

O fracasso dos Cheques-dentista para idosos

Cheques-dentista para idosos estão a ser um fracasso


Era de prever e só quem não lida directamente com esta população é que poderia imaginar o contrário. Partindo do principio que estava previsto que a maioria destes utentes não teria dentes seus a tratar mas que, tendo-os, esse acto teria de ser separado de restantes despesas (como próteses. etc). Assim, enquanto a despesa da farmácia que já entregam como BAS (que lhes comparticipa 50% nos medicamentos comparticipados pelo Estado) e outras despesas diferentes na sua comparticipação como próteses dentárias e óculos mas onde têm que informar da opção pretendida tal como em qualquer das outras modalidades, considerando a Caixa a que pertence cada um destes utentes. Exceptuando as actos incluidos no Cheque dentista (em que o idoso não entra com verbas) e enquanto todas as restantes despesas entregam como reembolsos "normais" num tão vasto leque de opções, já confuso para a maioria dos utentes, mas que o idoso tem de identificar depois de decidir qual a opção mais vantajosa para si no momento em que solicita o reembolso. Resultado de todos estes factores refiro um dos casos de reembolso em que os documentos foram trocados para processo "normal" prejudicando o utente na comparticipação das despesas em 350 euros com protese dentária (e onde o idoso recebeu 10,20 euros) quando pelo BAS receberia a comparticipação de 75% da despesa até ao limite de 250 euros, por cada período de três anos. Baseado no pouco que aqui foi escrito não acha que estão a exigir demasiado aos nossos idosos?

Falamos de utentes de hábitos mas que se espera (?) que tenham iniciativa para contactar dentistas desconhecidos apesar de, no geral, serem dependentes de terceiros e com acesso  limitado às novidades.

É claro que se os "cheques dentista" alcaçaram o sucesso esperado nos restantes grupos etários. Esse sucesso é o resultado do cuidado dos pais e das escolas em relação às  crianças e à atenção para o tema relativamente às grávidas. Já em relação aos utentes visados na presente notícia: quem lhes trata destes e dos outros assuntos para os quais precisam de ajuda? 

E dos próprios idosos... quem cuida deles?

07/09/10

derrapagens financeiras no Ministério da Saúde


A noticia aqui publicada não dizia o oposto? Como se convence os média a transmitir uma informação e depois surge um ex- membro do governo a dizer o oposto? Assim não dá para acreditar no que se lê nos jornais e no que se ve na TV. São cada vez menos as vozes credíveis!

05/09/10

A administração central recusou a abertura de 230 concursos



Administração central recusa entrada de cerca de 2000 funcionários

O Ministério das Finanças recusou a entrada a quase dois mil funcionários desde Julho, no âmbito do congelamento de admissões à Função Pública previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, revelou esta tarde à agência Lusa que a administração central recusou a abertura de 230 concursos, correspondentes a cerca de 2000 pessoas. A maioria dos concursos publicados em Diário da República referem-se a concursos internos, ou seja, dirigem-se a funcionários públicos e têm em vista a mobilidade entre serviços do Estado.

E as propostas senhores?

Meta: 75% da população idosa vacinada!



Portugal não deve atingir este ano a meta de vacinação dos idosos que a OMS traçou para os países desenvolvidos

Ainda não deve ser este ano que Portugal atinge a meta de vacinação dos idosos que a OMS traçou para os países desenvolvidos. Esperava-se que já este ano 75% dos portugueses com mais de 65 anos pudessem ser vacinados contra a gripe, mas o pneumologista e consultor da Direcção-Geral de Saúde, Filipe Froes, não acredita que o objectivo venha a ser atingido este ano. No balanço que faz à campanha de vacinação do ano passado, este especialista diz que o trabalho das autoridades de saúde terá provavelmente evitado um maior numero de mortes, e para este ano Filipe Froes diz que é importante insistir na sensibilização dos profissionais de saúde.

Pessoal inexperiente no INEM



Pessoal jovem e inexperiente afecta bom (?) funcionamento no atendimento de chamadas no INEM

O Sindicato dos Profissionais de Emergência Médica diz que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes do Norte está à beira da rotura, porque não há técnicos suficientes para atender as chamadas, e alguns dos que lá estão são jovens e inexperientes. Os sindicalistas dizem que por causa disso se têm vindo a acumular chamadas, e já houve situações em que o socorro demorou muito tempo a ser accionado. O INEM desvaloriza, diz que o número de técnicos é suficiente e todos têm formação adequada. Mas os argumentos não convencem a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública. Paulo Taborda diz mesmo que os problemas não são apenas no Porto.

Colchicine esgotado?

Não é o único medicamento que indisponível aos utentes. Mas o que eu não compreendo (ou sim!) é que como as notícias que mexem realmente com o cidadão são tão abafadas. Interesses mais altos se levantamm tal como a margem de lucro, apesar do seu aumento para os 20%?


Esgotado em Portugal único medicamento para tratar casos agudos de gota

O único medicamento para tratar casos agudos de gota – o Colchicine – está esgotado e agora a única hipótese para os doentes é esperar que a situação de ruptura seja ultrapassada ou tentar ir comprar o medicamento a Espanha. O jornal Correio da Manhã conta que o problema está numa mudança de instalações do local onde o medicamento é fabricado em França e afirma que a reposição de ‘stock’ deste medicamento só deverá ocorrer no final de Outubro. Vários médicos contactados esta manhã pelo jornalista Luís Nascimento não escondem que se trata de uma situação preocupante. A Antena 1 já tentou falar com o Infarmed, mas até ao momento não obteve resposta.

Houve circo

Quando o comício ainda não tinha começado viu-se um cartaz onde se lia «Circo já há... faltam palhaços». Quando ele chegou, o cartaz foi substituído por outro que dizia «Já há palhaço». Ler mais...

esta vida são dois dias, a festa são três!



O MEC FOI À FESTA DO AVANTE!

*Artigo de Miguel Esteves Cardoso*.

“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as maispo pulares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.

O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.

Porque é que a Festa do Avante faz medo?

É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum.

Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?

É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.

Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.

BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.

É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.

As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.

É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.

A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.

Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.

Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.

É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.

Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.

Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.

Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.

Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso.

*Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias.*

Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.

QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia.

Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.

Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.

Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.

A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da
Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.

Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.

O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.

Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.

Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.

A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).

A Exposição do Mundo português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.

As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o
resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. *Raios os partam.*

Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.

O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.

Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras.

Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.

Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.

Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do Avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.

E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.

É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir.

Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.

É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio.

Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.

Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Mas é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”

Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.

Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.

Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.

POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA - a primeira reacção é de canseira.

Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saio daqui.”

Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.

É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. *Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados.* A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.

Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.

É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.

Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados.

Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.

Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.

NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia.

Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimesmamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.

Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante:dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.

Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.”(E só com um bocadinho de nada com medo).

Medicamentos genéricos

O preço dos medicamentos genéricos baixa com alguns "campeões de vendas" a registarem diminuições de 50%.

Em resultado da nova legislação, o Preço de Venda ao Público (PVP) dos medicamentos genéricos, em 2010, será 65% do preço máximo administrativamente fixado ao medicamento de referência com igual dosagem e na mesma forma farmacêutica, no caso das substâncias activas Sinvastatina (redução do colesterol) e Omeprazol (para o aparelho digestivo).

Nos restantes casos, o PVP será 85% do preço máximo administrativamente fixado, do medicamento de referência com igual dosagem e na mesma forma farmacêutica.

As reduções são mais significativas em alguns genéricos, como o da Sinvastatina 20 mg que desce cerca de 50% face ao preço anterior.

Também o Omeprazol 20 mg e Amlodipina 10 mg (hipertensão) descem cerca de 20%.

Sobre esta nova baixa, a Associação Portuguesa de Genéricos (Apogen) refere que "estas descidas brutais do preço dos medicamentos genéricos não fazem diminuir a despesa".

"Da factura total da Saúde (cerca de 9,5 mil milhões de euros) a factura com o medicamento em ambulatório é de cerca de 1,5 mil milhões", sublinha a associação.

Segundo a Apogen, a quota de mercado dos medicamentos genéricos é cerca de 20% e estes representam apenas 3% da despesa total em saúde.

Entre Janeiro e Maio deste ano foram vendidas em Portugal 101.556,928 embalagens de medicamentos genéricos, representando 1.365.688,235 euros.

"O que não é aceitável é que cerca de 3% da factura seja o alvo sistemático das descidas de preço", afirmou à Lusa esta associação.

Estas descidas, prossegue, "limitam o crescimento dos genéricos e é preciso ter em conta que os crescimentos do mercado de genéricos são crescimentos saudáveis, uma vez que por cada euro que este mercado cresce, são poupados vários euros no mercado global".

"Preços baixos levam à perda de competitividade dos medicamentos genéricos e à transferência para produtos protegidos por patente, semelhantes do ponto de vista terapêutico, mas de preços muito mais elevados, sem que se verifiquem benefícios terapêuticos adicionais", adiantou.

A Apogen concorda que o preço a atribuir de início ao medicamento genérico seja inferior em 35% ao produto de referência e que, em seguida, se ajuste de acordo com os níveis crescentes de consumo (quota de mercado).

Esta nova baixa do preço dos genéricos resulta da aplicação do decreto-lei n.º 48-A/2010 de 13 de Maio e da portaria n.º 312-A/2010 de 11 de Junho.

JN, 31 Julho 2010

Rede Informática da Saúde

O Estado vai gastar cerca de 8,2 milhões de euros na compra de serviços de comunicações no âmbito da Rede Informática da Saúde, segundo uma resolução do Conselho de Ministros aprovada quinta-feira. Ler mais...

Lista dos Aposentados de Setembro 2010

Caixa Geral de Aposentações, I. P.


Em cumprimento no disposto no artigo 100.º do Decreto -Lei n.º 498/72, de 9 de Dezembro (Estatuto da Aposentação), torna -se pública a lista dos aposentados e reformados a seguir identificados que, a partir do próximo mês de Setembro, ou desde as datas que se indicam, passam a ser abonados da respectiva pensão pela Caixa Geral de Aposentações.

Lista de Aposentados Agosto 2010

Caixa Geral de Aposentações, I. P.


Em cumprimento no disposto no artigo 100.º do Decreto -Lei n.º 498/72, de 9 de Dezembro (Estatuto da Aposentação), torna -se pública a lista dos aposentados e reformados a seguir identificados que, a partir do próximo mês de Agosto, ou desde as datas que se indicam, passam a ser abonados da respectiva pensão pela Caixa Geral de Aposentações.

Sim ou não à vacinação contra a Gripe A?

Ou, colocando a questão doutra forma, qual o valor da vontade própria de cada um dos utentes alvo?

A notícia da vacina da gripe sazonal gratuita, para uma parte significativa de utentes, surpreendeu-me na altura. Até descobrir o verdadeiro motivo. Será que os utentes que optaram por não ser vacinados contra a "Gripe A" saberão que esta vacina está incluida na vacina sazonal que lhes vai ser cedida gratuitamente?

Cancro do Pâncreas

Validade dos Cheques dentista - 2010


Os cheques que não forem utilizados ficam automaticamente anulados. Os cheques-dentista foram atribuídos a crianças e jovens, grávidas e idosos que recebem reformas de baixo valor.

notícias do SNS

Pontos de vista!

Sobre o SNS, a opinião dum utente oncológico a quem dificultaram o acesso aos transportes para realizar os tratamentos hospitalares é completamente oposta à opinião do Governo sobre o mesmo tema:

O défice do Serviço Nacional de Saúde diminuiu 10,5% no primeiro semestre de 2010, segundo foi divulgado pela Ministra da Saúde, em Lisboa. A despesa cresceu, neste semestre, a um ritmo inferior ao crescimento da receita. A procura de maior eficiência na gestão dos meios disponíveis tem permitido obter resultados positivos como se verifica pelo aumento do número de cirurgias em ambulatório, do número de consultas externas, e de uma subida ainda mais significativa do número de primeiras consultas.
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Os custos da Monarquia Espanhola

... e da Presidência da República Portuguesa!
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